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A evolução e destaques do atletismo no Brasil

A evolução e destaques do atletismo no Brasil

O Brasil possui um grande número de atletas de alto nível no atletismo, que cada vez mais conquistam seu espaço e estão entre os melhores nas suas modalidades. A evolução e os destaques do esporte também são reconhecidos pelo público, que cada vez mais costumam prestigiar e incentivar os atletas.

E já que estamos em semana de competições tão importantes da modalidade, como o Campeonato Mundial e o Campeonato Brasileiro Paralímpico, vamos falar um pouco mais sobre a evolução e os destaques do atletismo no Brasil? Continue a leitura do artigo para entender essa rica história!

O atletismo é um dos mais antigos esportes praticados e o foco dos Jogos Olímpicos. Há registros que os gregos se reuniam para a prática do esporte por volta de 776 a.C., e mais tarde os romanos adotaram o hábito. Inclusive, um romano chamado Juvenal falou a famosa frase que define a filosofia do atletismo: mens sana in corpore sano, ou seja, mente sã em um corpo são.

Atletismo no Brasil

Desde o final do século XIX o atletismo é praticado no Brasil. Foi em São Paulo que ocorreu a primeira competição, em 1914. A prova foi realizada no clube Espéria e vencida por Islovard Rasmussen, um dinamarquês que vivia na capital paulista.

São Paulo continuou sendo o principal ponto de atletismo do Brasil nos anos seguintes. Inaugurou o primeiro estádio voltado ao esporte em 1921, o Clube Atlético Paulistano. Com isso, novos atletas foram entrando nas modalidades e o atletismo no país foi evoluindo.

Sete anos depois, em 1928, o Brasil já participava das primeiras Olimpíadas, que ocorreu em Paris, na França. A delegação brasileira era composta por oito integrantes. No entanto, a primeira medalha olímpica brasileira só veio em 1952, nos Jogos Olímpicos de Helsinque, na Finlândia. Nosso medalhista, Adhemar Ferreira da Silva, conquistou o ouro no salto triplo. Ao saltar 16,22 metros, o brasileiro ainda bateu o recorde mundial.

Adhemar foi o primeiro dos maiores triplistas brasileiros. Bicampeão em Melbourne, Austrália, nos jogos seguintes. Nesse mesmo ano Nelson Prudêncio levou prata e bronze e João Carlos Oliveira duas medalhas de bronze.

Em 1951 iniciaram os Jogos Pan Americanos, em Buenos Aires, na Argentina, e o Brasil aos poucos foi se tornando o maior nome do atletismo no continente. Na edição de 2011, por exemplo, levamos 160 medalhas: 56 de ouro, 45 e prata e 59 de bronze.

Em 1977, foi fundada a Confederação Brasileira de Atletismo, a CBAt. Ela passou a elaborar projetos que promovem o esporte até hoje.

Maiores destaques da história do atletismo brasileiro

A história do atletismo brasileiro é recheada de talentos que combinaram técnica, esforço e muita vontade de vencer. Vamos conhecer alguns desses destaques que estão na memória do brasileiro.

Adhemar Ferreira da Silva

O primeiro grande esportista nacional de atletismo nasceu em São Paulo, capital. Levou a primeira medalha de ouro em Helsinque, e repetiu o feito em 1956 em Melbourne, Austrália. Adhemar foi tricampeão pan-americano e com a melhor marca do evento ocorrido na Cidade do México, em 1955, com 16,56 m.

Joaquim Cruz

Levou a medalha de ouro nos 800 m rasos dos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles, EUA. Ao ganhar, deu a volta olímpica com a bandeira brasileira, uma imagem que foi eterniza. A prova foi emocionante, pois Joaquim correu praticamente todo o circuito em 2º lugar, e deu um sprint final ultrapassando o britânico Sebastian Coe.

Robson Caetano

Outro atleta recente do Brasil, Robson Caetano é carioca e é considerado o maior velocista do país. Possui três copas do mundo de atletismo nos 200 m rasos e o recorde sul-americano nos 100 m rasos. Levou a medalha de bronze nos 100 m rasos de Seul, Coréia do Sul, em 1988. Levou também o bronze nos 4×100 m livre em Atlanta, Estados Unidos, em 1996.

Vanderlei Cordeiro de Lima

Atleta maratonista nasceu em Cruzeiro do Oeste, no Paraná. Venceu as maratonas de Tóquio, de 1996, São Paulo, de 2002, e ouro nos pan-americanos de Winnipeg, em 1999, e Santo Domingo, em 2003. Ficou conhecido por estar liderando a prova nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, quando foi atacado por Corneliu Horan, um padre irlandês.
Mesmo assim voltou a prova e terminou em terceiro, levando o bronze e, mais tarde, a medalha Pierre de Coubertin, por demonstrar superação e colocar o esporte acima da própria vitória.

Maurren Maggi

Nascida em São Carlos, São Paulo, a saltadora foi a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica no atletismo. Com um impressionante salto de 7,04 m, levou logo o ouro no salto a distância em Pequim, China, em 2008. Ela detém também o recorde brasileiro e sul-americano na modalidade, que é ainda maior que o olímpico, de 7,26 m.

Thiago Braz

O destaque mais recente do atletismo brasileiro é Thiago Braz, um jovem de 26 anos nascido em Marília, São Paulo. Ele obteve medalha de ouro nas Olimpíadas realizadas no Rio de Janeiro, em 2016. A cena de seu maior adversário, o francês Renauld Lavillenie, se abalando com a reação da torcida brasileira também se tornou famosa. No salto com vara, Thiago saltou 6,05 m e levou o outro inédito em casa.

Destaques do atletismo na atualidade

A realidade brasileira atual é de crise e recessão, o que afeta diretamente o esporte nacional. Parcerias e projetos são feitos na tentativa de continuar e acelerar a evolução do esporte no Brasil, uma vez que nosso país possui grande potencial nas mais diversas modalidades.

Em 2018, o Brasil colocou seis atletas no top 10 de suas provas, o equivalente ao dobro do ciclo olímpico anterior. No final de 2014 eram os destaques no top 10:

Fabiana Murer, 1ª no salto com vara;
Thiago Braz, 10º no salto com vara;
Revezamento masculino do 4 x 100m, 8ª posição.

No fim de 2018 os atletas são:

Gabriel Constantino, 8º nos 110 m com barreira;
Almir dos Santos, 3º no salto triplo;
Darlan Romani, 5º no arremesso de peso;
Núbia Soares, 3ª no salto triplo;
Andressa de Morais, 7ª no lançamento do disco;
Fernanda Borges, 7ª no lançamento do disco.

Se a crise no esporte persiste, percebemos a capacidade dos atletas brasileiros resistirem e evoluírem, mesmo em cenário desfavorável.

A parte otimista da história são os projetos que investem em atletas e garantem evolução no setor. Além disso, iniciativas como a AtletasNow, maior plataforma digital esportiva do Brasil, contribuem ainda mais para o desenvolvimento do esporte.

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