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Como se tornar um árbitro profissional?

Como se tornar um árbitro profissional?

O Brasil é um país reconhecidamente apaixonado por futebol. E em um meio onde as paixões dos torcedores por seus times são afloradas e o ânimo dos atletas pela vitória as vezes extrapola os limites, exercer a função de árbitro profissional se torna um desafio e tanto.

Como se não bastasse, por serem profissionais autônomos, que não têm carteira assinada nem salário fixo, os árbitros de futebol estão expostos a uma maior instabilidade na carreira. Isso faz muitos precisarem se dedicar a um segundo ofício em paralelo.

Mas embora não gozem dos benefícios de um emprego tradicional, os árbitros e auxiliares são sim considerados trabalhadores.

Eles estão amparados pela Lei 12.867/2013, que regulamenta a profissão de árbitro de futebol. A legislação permite ainda que seja facultada à categoria a possibilidade de se organizar em associações profissionais e sindicatos.

A formação profissional

O caminho trilhado para se alcançar o nível da arbitragem profissional é longo e árduo.

Para quem deseja se tornar um árbitro profissional de futebol precisa ter no mínimo 18 anos e no máximo 25 anos.

O pré-requisito básico para iniciar a trajetória é realizar um curso oficial de Formação de Árbitros de Futebol no seu Estado, que tem uma duração média de dois anos.

Para começar a formação é necessário que o candidato tenha concluído ou esteja concluindo o terceiro ano do Ensino Médio.

Em um curso de formação, o candidato é apresentado às regras do jogo, assim como às suas devidas interpretações, além de tomar conhecimento sobre regulamentos de competições, sinalizações, mecânicas de arbitragem, recomendações, relatórios, entre outros procedimentos relacionados à prática do campo e fora dele.

A partir da aprovação no curso, o novo árbitro está habilitado a apitar partidas estaduais de torneios de base, que podem ser infantil ou juvenil.

Dependendo do seu progresso e sucesso ele vai subindo degraus, podendo comandar jogos da quarta ou terceira divisão estadual.

Somente após alguns anos de experiência ele estará pronto para apitar jogos da primeira divisão do seu Estado.

Durante todo este período, dos jogos amadores aos profissionais, o árbitro passa por avaliações constantes de instrutores. O objetivo é monitorar o seu desenvolvimento, estimulando o aprimoramento do seu potencial de crescimento.

O árbitro precisa apresentar evolução no seu desempenho, preenchendo os requisitos necessários, para que esteja apto a integrar os quadros nacionais.

Ascensão profissional e remuneração

Para que a transição seja feita, dos jogos estaduais para os nacionais, o árbitro profissional precisa cumprir mais alguns requisitos.

É exigido que ele tenha curso superior completo, além de um determinado número de partidas apitadas no nível estadual.

Cada entidade estadual conta com um número determinado de vagas a serem preenchidas a nível nacional. Logo, precisa haver a disponibilidade de ocupação para que novos árbitros sejam incluídos no quadro nacional.

A remuneração da arbitragem é efetuada por jogo, e os valores variam de acordo com a categoria e a competição apitada.

Em partidas infantis, por exemplo, o árbitro pode receber R$ 80. Em jogos amadores, esse valor pode subir para R$ 140 por partida.

A partir do progresso profissional, as remunerações vão aumentando. Um árbitro chancelado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por exemplo, ganha uma média de R$ 2.500,00 por jogo.

Para apitar uma partida de competições nacionais e integrar os quadros da CBF, o árbitro é selecionado pela sua respectiva Federação.

Já os árbitros Fifa, habilitados a apitar partidas internacionais, podem ganhar em torno de R$ 3 mil a R$ 4 mil por jogo.

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