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Entenda a evolução do Brasil nos Jogos Pan-Americanos

Entenda a evolução do Brasil nos Jogos Pan-Americanos

Os Jogos Pan-Americanos são eventos esportivos que têm como participantes os países da América do Norte, Central e do Sul. O evento ocorre desde 1951, organizada pela ODEPA (Organização Desportiva Pan-Americana). Ao longo das edições, foi possível observar a evolução do Brasil no quadro de medalhas e no desempenho esportivo.

A ideia do Pan-Americano surgiu em 1932 e a primeira edição do evento estava prevista para 1942. Contudo, com a Segunda Guerra Mundial ocorrendo no período, a competição foi cancelada, sendo realizada só nove anos depois.

A Argentina foi o primeiro país a sediar os jogos, especificamente na cidade de Buenos Aires. Nessa primeira edição, 21 países disputavam em 18 modalidades esportivas.

Atualmente, já foram realizados 18 Pan-Americanos. Na edição de 2019, em Lima, 42 países competiram em 38 modalidades e 417 eventos, com 6 mil atletas participantes.

Os Jogos Pan-Americanos ocorrem a cada quatro anos, sem interrupções, desde a primeira edição, em 1951. Ao todo, 11 países já sediaram a competição, sendo México e Canadá os principais anfitriões, tendo sediado três vezes cada.

As participações brasileiras no Pan

O Brasil é um dos países que participam dos Jogos Pan-Americanos desde a primeira realização do evento. O país também já recebeu a competição em território nacional duas vezes: em São Paulo (1963) e Rio de Janeiro (2007).

Somando todas as participações no Pan, o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking geral, atrás de EUA, Cuba e Canadá. O desempenho brasileiro no evento já conquistou 1376 medalhas, sendo 384 de ouro, 402 de prata e 590 de bronze.

A evolução do Brasil no Pan-Americano pode ser notada ao analisar o quadro de medalhas e rankings de edições anteriores. Em alguns casos, mesmo com a diminuição do número de medalhas, a colocação do país no quadro geral permanecia estável.

Na primeira edição, os atletas brasileiros ocuparam a 5º posição no encerramento do evento, tendo subido ao pódio 32 vezes. Nos dois Pans seguintes, em 1955 e 1959, o número de medalhas sofreu reduções (18 e 22, respectivamente). Esses resultados renderam um 7º e 3º lugar (melhor colocação até o momento) nos jogos.

Na edição posterior, de São Paulo, em 1963, o país registraria o seu melhor desempenho até então. Com um 2º lugar e o total de 52 medalhas (sendo 14 de ouro), esses resultados demoraram a ser superados.

O número de medalhas totais só foi aumentar em 1983, em Caracas, onde o Brasil subiu ao pódio 57 vezes. Foi no Pan venezuelano, ainda, que a quantidade de medalhas de ouro registradas em 1963 se repetiu. Isso voltaria a acontecer no Pan-Americano seguinte, em Indianápolis, e seria superado, em 1991, em Havana (com 21 medalhas conquistadas). O ordenamento máximo do país no ranking, por sua vez, só foi igualado em 2019, nos jogos de Lima, Peru.

Depois da edição de São Paulo, o Brasil teve desempenhos oscilantes, de 1967 a 1979. O total de medalhas caiu de 52 para 26 (Winnipeg), subiu para 30 (Cáli) e, posteriormente, 44 (Cidade do México). Na edição seguinte (San Juan, 1979), caiu novamente, agora para 39, com o país finalizando em 5º (semelhante a 1975).

Após Caracas, a evolução do Brasil nos jogos Pan-Americanos é vista no quadro de medalhas, que segue aumentando até 2007. Ainda, o ranking do país segue estável na maior parte do tempo (em 4º lugar), até 2003. A única exceção, nesse período, foi em 1995 (Mar del Plata), com a queda para o 6º lugar.

Seguindo o que já havia ocorrido anteriormente, a realização do Pan no Brasil teve como resultado recorde no desempenho nacional. No evento sediado no Rio, em 2007, o país chegou ao pódio 157 vezes, recorde que duraram 12 anos.

O número de medalhas de ouro (52) e bronze (65) também foram maiores que em todas as edições anteriores. Já a quantidade de vice-colocações chegaram a 40, mantendo mesmo desempenho do Pan anterior (Santo Domingo), ainda que um recorde.

Em 2007, a classificação final também foi superior às edições anteriores, com o primeiro 3º lugar desde 1967.

Nos Jogos Pan-Americanos seguintes, de Guadalajara e Toronto, a 3ª posição no quadro de medalhas foi mantida. Porém, o número de subidas ao pódio foi reduzido, chegando a 141 nas duas edições.

Ainda assim, a evolução do Brasil no Pan chegou ao seu ápice em 2019. Nos jogos de Lima, os atletas brasileiros conquistaram 171 medalhas, 30 a mais que a edição anterior.

Foi nessa participação que o país obteve feitos inéditos, como, por exemplo, a primeira medalha de ouro em badminton. O Brasil conquistou também a primeira medalha de bronze em esqui aquático e pentatlo moderno. Ainda, garantiu quatro medalhas na estreia do surfe nos jogos (duas de ouro, uma de prata e uma de bronze).

O país chegou ao 2º lugar (atrás apenas dos Estados Unidos) na classificação final, o que não acontecia desde 1963. Esta também corresponde a maior colocação do Brasil no Pan.

A importância do apoio e investimento em atletas

A evolução do Brasil nos Jogos Pan-Americanos só é possível com treinamento e dedicação dos atletas à carreira esportiva. Mas, para que isso ocorra, são necessários incentivos aos desportistas, clubes e demais envolvidos na prática de esportes.

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