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Futebol feminino no Brasil: destaques e desafios

Futebol feminino no Brasil: destaques e desafios

O futebol feminino é uma modalidade que está ganhando cada vez mais espaço no Brasil e no mundo. É muito importante dar cada vez mais visibilidade às mulheres que sonham em serem grandes jogadoras. Afinal de contas, elas são tão talentosas e merecem os mesmos direitos que os homens nesse esporte.

Por isso, no texto de hoje, discutiremos sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados para que o seu pleno desenvolvimento seja finalmente alcançado.

O futebol feminino já é jogado no Brasil há mais de 100 anos. Entretanto, foi legalizado há apenas 26 anos. Antes disso, acredite, o jogo era praticado de maneira escondida.

Foi só no ano de 1983 que surgiram os primeiros times profissionais no Brasil: o Radar, no Rio de Janeiro e Saad, de São Paulo. Na década de 1990, times grandes começaram a aparecer no cenário feminino, como o São Paulo e o Santos.

O primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aconteceu no ano de 2013. Hoje, o calendário do futebol feminino também conta com a segunda divisão do Brasileiro e também com competições de base, como o recém-criado Brasileiro Sub-18.

Medidas que visam o desenvolvimento

Um novo regulamento da CBF determina que todas as equipes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro Masculino precisam ter um time feminino adulto e, pelo menos, uma categoria de base.

Essa decisão segue uma anterior tomada pela Conmebol, de que é necessário ter esses times femininos para os clubes estarem habilitados a participar da Libertadores e Copa Sul-Americana. Tal medida é bastante importante, pois ela força que os times de maior expressão do país invistam no futebol feminino.

Mais do que isso, obriga que eles também formem jogadoras nas suas categorias de base. Esse é apenas um passo dado, mas já foi uma grande vitória para as mulheres.

Esforço mundial

No ano passado, a Fifa desenvolveu um projeto muito interessante. Pela primeira vez na história, ela lançou uma espécie de cartilha. O material tem como objetivo principal criar uma estrutura mais sólida para o futebol feminino. Ela se chama “Estratégia Global para o Futebol Feminino” e explica como eles trabalham com as confederações, clubes, entidades e imprensa, a fim de alavancar essa modalidade.

Além disso, eles tentam mostrar o potencial do futebol feminino. Eles têm convicção de que isso não é só importante para o esporte, mas também para as mulheres em geral. Isso porque se sentir figura realmente participativa do esporte mais popular do mundo traz, sem sombra de dúvida, uma representatividade incrível para o gênero. É uma generosa injeção de autoestima.

A Fifa se baseia em alguns pilares para que os objetivos sejam devidamente cumpridos. Um deles é criar programas de desenvolvimentos nos centros de futebol, escolas, cursos de arbitragem e formar treinadoras também. Outro ponto crucial é melhorar a qualidade das competições femininas, e isso engloba os torneios de seleções e de clubes. Criar um plano comercial para a modalidade também está nos planos, pois é necessário que se gere conteúdos digitais. A Fifa também quer bater bastante na tecla de empoderamento e na igualdade de gêneros.

Para isso, a ideia é criar parcerias com ONGs e focar na questão social. Sabe-se que a modalidade enfrenta inúmeros preconceitos e a ideia é tentar acabar de vez com isso. Para nós, resta torcer para que essas medidas funcionem e, acima de tudo, fiscalizar e cobrar que todos eles saiam do papel.

Seleção de futebol feminino

A primeira seleção feminina foi convocada pela CBF no ano de 1988. Uma curiosidade é que a seleção foi composta apenas por jogadoras do supracitado time Radar. O clube cedeu 16 atletas e elas conseguiram vencer a competição que foram disputar, a Women’s Cup of Spain, realizada na Espanha. Aliás, esse foi o primeiro título internacional conquistado pela nossa Seleção.

A Copa do Mundo de 1991 foi a primeira que alcançou níveis globais e a seleção brasileira participou. Foi realizada na China e o Brasil ficou com a nona colocação. Quem acabou levantando o caneco foram as norte-americanas.

Em 1996, a modalidade foi incluída nas Olimpíadas, que aconteceu em Atlanta, nos Estados Unidos. A nossa Seleção ficou com a quarta colocação. A primeira medalha em Copas do Mundo veio em 1999, nos Estados Unidos. Ficamos com o terceiro lugar. A geração que garantiu o bronze para a gente era formada por lendárias jogadoras, entre elas a histórica Sissi, uma das artilheiras do torneio, que infelizmente é muito mais reconhecida fora do país do que aqui.

A Copa das Copas

Depois disso, a Seleção Brasileira ganhou outras diversas medalhas em Pan Americano, Olimpíadas e Copas do Mundo. A Copa de 2019, realizada na França, foi um marco para a modalidade. Isso porque foi a primeira vez em que houve uma transmissão na maior televisão aberta do país e foi a mais comprada e assistida do mundo. Os brasileiros realmente vibraram e torceram pelas meninas. E a provável última Copa de Formiga, Cristiane e Marta merecia isso.

Aliás, temos que dedicar um parágrafo inteiro para a Rainha. Ela é simplesmente a maior jogadora da história dessa modalidade, uma das maiores atletas do planeta. A jogadora foi escolhida como melhor do mundo por seis vezes, um recorde histórico.

Neste ano, Marta se tornou a maior artilheira da história de todas as Copas, independentemente do gênero. Ela dedicou essa conquista a todas as mulheres. No fim da participação do Brasil na Copa, fez um apelo emocionante. Pediu que as jogadoras treinassem e se esforçassem cada vez mais, pois não existiriam uma Formiga, Cristiane e Marta para sempre.

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