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Mulheres no esporte: acompanhe a evolução pós-Copa

Mulheres no esporte: acompanhe a evolução pós-Copa

Entre junho e julho deste ano de 2019 ocorreu a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Esta foi uma edição que bateu recordes sucessivos em termos de audiência, sendo transmitida em 135 países. Todo o sucesso do evento trouxe à tona o debate sobre a presença das mulheres no esporte.

É inegável que a Copa ocorrida na França deu mais visibilidade para o futebol feminino no Brasil. Afinal, foram mais de 30 milhões de espectadores no pico de audiência televisiva. Apesar de não termos levado a melhor contra o time anfitrião, a equipe de Marta e Cristiane ganhou apoio público.

O fato é que o esporte começou a viver um ciclo de valorização no país. Hoje, sabemos que existem mais emissoras atrás dos direitos de transmissão das partidas, seja de campeonatos internacionais ou nacionais de futebol feminino.

Neste artigo, vamos tratar um pouco da evolução pós-Copa da presença feminina nos esportes. Mas antes, é preciso lembrar que o espaço neste universo esportivo nem sempre esteve garantido para elas. Já houve até mesmo proibição da sua participação.

Superando as dificuldades históricas

Apesar das dificuldades, elas foram conquistando o seu espaço aos poucos. Tanto que, em 2016, as Olimpíadas do Rio de Janeiro registraram 45% dos participantes mulheres. A fim de aproveitar esse momento, entidades como o Comitê Olímpico Internacional (COI) têm sugerido a criação de projetos inclusivos.

O intuito é fazer crescer a presença das mulheres nos esportes e permitir que elas tenham as mesmas oportunidades que os homens. Um dos grandes problemas sofridos atualmente pelas esportistas é a falta de dinheiro e estrutura. Fatores que levam muitas a não se dedicar exclusivamente ao esporte.

Não há saída possível desse impasse sem o devido incentivo e investimento, algo que deve começar desde a infância. Apenas assim, poderemos montar categorias de base sólidas para alimentar o futuro do esporte feminino no Brasil. O ideal é que patrocinadores, organizadores, entidades esportivas e sociedade se unam em torno desse objetivo.

Dito isso, já podemos notar o reflexo da visibilidade maior no cenário nacional de futebol feminino. Logo após a Copa do Mundo, a CBF anunciou que o Campeonato Brasileiro das nossas jogadoras ganhava o primeiro patrocinador: a Uber.

Mulheres no esporte: Acompanhe a evolução após a Copa

Todo os fatos vistos até agora comprovam que a última Copa do Mundo Feminina foi um evento histórico. Não por acaso, a secretária geral da Fifa, Fatma Samoura, afirmou que a questão não é mais sobre o futebol feminino. É, na verdade, “sobre nós, mulheres, deixarmos uma pegada”.

Ou seja, estamos em um momento em que se inicia uma mudança de mentalidade em relação às esportistas. Não podemos nos esquecer de que, em 1941, há quase 80 anos, foi publicado um decreto proibindo o futebol feminino no Brasil. Em diversos outros esportes, a situação de veto era similar.

Por conta disto, precisamos celebrar os ganhos que já começaram durante o próprio Mundial Feminino. A começar pela transmissão dos jogos pela maior emissora do país, a Rede Globo. Além dela, outros 3 canais exibiram as partidas no país: Band, SporTV e BandSports.

Entre os efeitos colaterais de uma competição com mais visibilidade está o crescimento do interesse das mulheres no esporte. Segundo pesquisa do Kantar IBOPE Media, já em 2018 elas eram 41% da audiência televisiva dos jogos. A tendência é que os próximos anos sejam de aumento geral do interesse feminino nos eventos esportivos.

Os patrocinadores no cenário pós-Copa

Muito se debateu durante a Copa se o futebol feminino não era mais popular, porque não recebia investimento suficiente. Ou então, se a falta de visibilidade não era furto do pouco investimento. Este paradoxo foi abordado em uma campanha do Guaraná Antártica veiculada antes da copa.

O refrigerante, que é patrocinador das seleções masculina e feminina, provocou outras marcas a investirem em nossas esportistas. A campanha, junto com o sucesso da Copa, realmente trouxe outros interessados em investir no futebol feminino. Boticário, Gol e Lay’s foram algumas destas marcas.

Devemos nos lembrar igualmente do batom da Avon usado por Marta em uma das partidas, que se tornou assunto debatido na rede. O que não podemos perder de vista com tudo isso é que, para termos mais mulheres no esporte, as marcas devem se aproximar deste cenário.

Desse modo, teremos um caminho para desenvolver as categorias de base que alimentarão a próxima geração de esportistas. Vale lembrar que apenas no futebol feminino existem 3 milhões de jogadoras no mundo com menos de 20 anos. 1,5 milhão destas é dos Estados Unidos.

As norte-americanas disputaram sua quinta final na Copa de 2019. É clara a relação entre quantidade de esportistas, os resultados alcançados, e o incentivo dado às mulheres nesse cenário. A boa notícia é que as sementes do engajamento, audiência, patrocínio e divulgação foram plantadas no Brasil.

A contribuição da AtletasNow para as mulheres no esporte

O desenvolvimento do esporte feminino é uma das premissas da AtletasNow. Se você ainda não conhece nosso trabalho, somos uma plataforma digital esportiva que conecta todas as pontas do esporte em uma única rede. Ou seja, atletas, treinadores, clubes, confederações e até empresas dispostas a investir no esporte dividem um único espaço digital, onde podem trocar experiências e encontrar oportunidades.

Dito isso, se você é atleta mulher, descubra o que a AtletasNow pode fazer por você. Sem perder tempo, cadastre-se em nossa plataforma agora mesmo e encontre a visibilidade que você precisa para a sua carreira decolar!

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